Possíveis mudanças em Casas Populares na Baixada Santista

A prefeitura da cidade de Santos, litoral paulista, juntamente com a Companhia de Habitação (Cohab) da cidade, analisavam propostas de alterações nos contratos dos apartamentos das Casas Populares.

O motivo alegado é que os imóveis estavam sendo vendidos de forma irregular, e a mudança proibiria tal comércio.

O responsável pela ideia é o vereador do PDSB Sandoval Soares, que sugere que a comercialização do imóvel só seja realizada após 50% do financiamento ter sido pago.

Esse projeto impediria que imóveis destinados a famílias de baixa renda não sejam vendidos ilegalmente, além de impedir que mais famílias retornem para áreas invadidas.

O projeto conta com o apoio dos movimentos de moradia e associações localizados em Santos.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/cidades/prefeitura-de-santos-e-cohab-estudam-mudan%C3%A7as-em-moradias-populares-1.377925

No ABC Paulista, aumenta a luta por moradias

Em uma notícia de dezembro de 2014, pode-se perceber que as famílias que se organizam pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) da Ocupação Devanir José de Carvalho ainda sofrem com a desocupação pela qual passaram. Além deles, outros grupos passam pela mesma situação.

Na esperança de resultados e respostas para seu despejo violento, no dia 03 de dezembro de 2014, as famílias despejadas buscaram pelos vereadores de São Bernardo do Campo e após muita espera e debates, conseguiram chamar atenção para seu caso.

Foto da ocupação Devanir José de Carvalho, em São Bernardo/SP (via Facebook)

No dia 05, foi organizado um ato político para apoiar a causa da Ocupação Devanir José de Carvalho, além de manifestar contra o despejo violento. O evento contou com presença de movimentos, sindicatos e partidos como o MST, Movimento de Mulheres Olga Benário, MLC, MPL,SINDSERV, SINDEMA, SINPRO-ABC, Movimento Negro, APEOESP, UJR, UJS, UP, PSOL, PCR, além de diversos Militantes e tendências internas do PT.

No Ato, Gabriela Soares Valentim, da Coordenação do MLB leu uma nota com as reivindicações do movimento: Fim imediato das desocupações por ação da GCM, em particular quando não houver ordem judicial; Demissão do Secretário de Segurança de São Bernardo do Campo Urbana Benedito Mariano e do Comandante da GCM Cícero Silva; Proibição do uso de armas de fogo e bombas de efeito moral pela GCM de São Bernardo do Campo; Fim da Tropa de Choque da GCM de São Bernardo do Campo; Desmilitarização imediata da PM de São Paulo e das PMs dos outros Estados; Desapropriação do terreno da Estrada Samuel Aizemberg, S/N, esquina com a Fukutaro Yida pela prefeitura para construção de moradias pelo MLB através Programa Minha casa minha vida entidades; Inclusão das famílias da Ocupação Devanir José de Carvalho ainda não contempladas no Bolsa-aluguel durante o período da construção das moradias; Nenhum corte nas Áreas Sociais para 2015 por nenhuma esfera de governo.

O MLB continua organizando as famílias, inclusive as que foram vítimas de outras desocupações e chamando o povo para lutar pela reforma urbana e pelo socialismo.

Fonte: http://averdade.org.br/2014/12/cresce-luta-por-moradia-abc-paulista/

Movimentos de Moradia no Brasil e no Estado de São Paulo

Um dos movimentos de grande impacto na sociedade moderna e urbanizada no Brasil é o movimento de moradia.

São unidos pelas motivações de conquistarem seus direitos, além de alcançar as metas almejadas, que são: o fim do déficit habitacional, o direito fundamental à cidade, a conquistada de moradia para todos, e criação de uma organização e articulação nacional desse movimento pelo país.

Criou-se, em 1990, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia, que inclui 13 estados, incluindo o estado de São Paulo.

Não houve somente a criação desse movimento, mas também o Movimento Moradia Para Todos, com foco na área do estado de São Paulo. Esse movimento é baseado no artigo 6º da Constituição Federal, que alega ser direito de todos a educação, saúde, trabalho, moradia digna, lazer, previdência social e assistência aos desamparados. Eles lutam por propostas habitacionais que, de fato, atendam a população de baixa renda de São Paulo. Há a proposta de fazer a reutilização de prédios abandonados e que foram desapropriados por demais órgãos. Além disso, acreditam que a população não deve ser expulsa da área central devido ao preço do imóvel.

Há também a União Nacional por Moradia Popular, que teve início em 1989 e que atua em 19 estados brasileiros, incluindo São Paulo. Buscam articular e mobilizar os movimentos de moradia, lutar pelos seus direitos, por uma reforma urbana e autogestão e, dessa forma, construir uma sociedade sem exclusão social. Há uma forma presença desse movimento em favelas, cortiços, sem-teto, mutirões ocupações e loteamentos.

Estes são somente alguns exemplos de diversos outros movimentos de ocupação e de moradia que existem no estado de São Paulo. Há tantos outros que reivindicam as mesmas metas: moradia digna para todos e sem exclusão social. Seus objetivos são provocar uma mudança na estrutura governamental que atendam suas expectativas e melhorem a urbanização.

Referências:
União Nacional por Moradia Popular – http://www.unmp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=44&Itemid=54

Movimento de Moradia para Todos – http://www.mmpt.com.br/quem-somos-2/

O que são os Movimentos Sociais?


Movimentos Sociais são as atuações de grupos organizados que busca por mudanças sociais por meio de embates políticos. Eles são baseados em valores e ideologias próprios, que são estruturados espelhando-se na sociedade e contexto em que estão inseridos.

Tais ações auxiliam a moldar a identidade dos grupos e do que defendem, além de representarem demais pessoas que se deparam na mesma situação, seja econômica, política, social, religiosa, ou outra.

Alain Touraine, sociólogo francês que estuda os movimentos sociais, afirma que não somente seus valores e ideologias são necessários para entendê-los, mas também é preciso analisar as estruturas sociais e o contexto histórico em que estão acontecendo. Dessa forma, os movimentos sociais colocam a mostra as já existentes divergências da sociedade.

Existem diversos grupos que reivindicam e manifestam-se para conquistar o que desejam, como o estudantil, dos trabalhadores do campo, o de causa operária, os ambientalistas, o feminista, o contra a homofobia, comunista, entre outros.

Para o desenvolvimento de um movimento social, há a necessidade de recursos e participantes que se dediquem à causa. Além disso, para atingir seus objetivos, é fundamental que haja embates e lutas constantes, que demandarão um longo período de tempo, em sua maioria. Seus integrantes buscam apoio e não se abstêm até obter o desejado.

UFABC Para Todos – Movimentos Sociais, Sindicais e Culturais

O evento UFABC Para Todos aconteceu no campus de Santo André nos dias 5 e 6 de junho, reunindo milhares de estudantes da rede pública de ensino a fim de apresentá-los à universidade.

O grupo ABC das Diversidades montou um stand com alguns dos documentos doados pelos militantes Valdo e Yara Ruviaro, além de painéis sobre ativismo contemporaneo e diversidade de genero.

Os principais paineis referentes ao acervo doado eram sobre moradia, greve e cultura. No vídeo, apresentado também no stand, está parte da entrevista cedida por Valdo e Yara sobre os documentos doados, as dificuldades para impressão de alguns deles durante a época da Ditadura Militar, entre outros.

Ativismo contemporâneo

Com o crescimento da internet e das redes sociais, no século XXI surgiram outras formas de manifestações e protestos contra a globalização e a exploração do capitalismo. Assim aparece nessa nova cena o ativismo contemporâneo que é aquele que se utiliza das novas mídias, das redes digitais e do ciberespaço como principal meio de divulgação de suas campanhas e ações. Trata-se de movimentos politicamente engajados, que através de táticas midiáticas, buscam promover uma mudança na realidade política e social, e uma maior conscientização da sociedade. Dessa forma os documentos expostos dizem respeito à imagens e vídeos das atuações de grupos ativistas dentre eles o “The Yes Men” e outros grupos que fazem atividades semelhantes.

O grupo denominado The Yes Men é composto por dois ativistas, conhecidos como Andy Bichlbaum e Mike Bonanno, estes realizam ações midiáticas expondo problemas socioeconômicos e socioambientais. Por meio de paródias, como de jornais norte-americanos, sites falsos de organizações e corporações, adulteração de peças publicitarias e, entre outros, eles expõem os problemas e ações praticadas por essas organizações que eles consideram errôneas com a sociedade, como a prática de políticas econômicas que colocam os direitos do capital antes das necessidades das pessoas e do meio ambiente, e criticam fortemente a prática de livre mercado.

Segue um recorte, editado por mim, do filme The Yes Men Fix the World com o episódio da cidade de Bhopal e da corporação Dow Chemical.

O grupo faz seu trabalho por meio de performances – aqui consideradas como comportamentos expressivos em que os artistas e ativistas realizam ações que questionam e modificam os significados naturalizados, interagindo com o público, com a realidade, com o ambiente para criar novas significações em disputa, sobretudo em causas sociais, econômicas e culturais (SANTOS, 2012). Assim, eles denunciam as práticas do liberalismo corporativo através do que eles chamam de “correção de identidade”. Nesta, eles fingem serem representantes de grandes corporações e organizações, performatizando algumas personalidades que eles possuem a intenção de humilhar publicamente, ou apenas como uma forma de chamar a atenção da imprensa para um problema, ou assunto que eles querem colocar relevância. Nessa “correção”, eles expõem os problemas causados por governos, organizações e corporações na sociedade, e também dão declarações ou divulgam decisões falsas que eles acreditam serem soluções que deveriam ser tomadas. Uma boa parte dessas performances realizadas pelo grupo pode ser assistida nas obras cinematográficas produzidas e dirigidas pelos mesmos.